Em primeiro lugar gostaria de salientar o tempo que passei à procura da Biblioteca Municipal em Fafe. Por fim, lá a encontrei auxiliado pelas habitantes de Fafe e acabei até por ter tempo para esperar pelo senhor José Milhazes, correspondente da SIC, RDP e Agência Lusa, sendo que eu acompanho mais o seu trabalho através do seu blog pessoal, em
http://blogs.publico.pt/darussia.
A primeira impressão que me veio à cabeça e me espantou foi a sua altura, algo que não espera.
Tempo depois para me sentar na última fila, e para avaliar o público presente, de notar uma maioria de um público de certa idade e em muitos casos muita idade mesmo, fruto também dos apoios e dos promotores da conferência. Estariam ao todo cerca de 50 pessoas, enquadrando-me eu numa das faixas etárias presentes.
Vamos então falar da tão esperada conferência(por mim).
Começou-se por uma apresentação do senhor José Milhazes, referiu-se a sua naturalidade(Póvoa de Varzim), o facto de ter passado pelo Seminário, atendeu-se também ao facto de ter sido condecorado pela Estónia, pelos serviços prestados. Realçar o facto de Milhazes ser casado com uma estónia(presente também na conferência).
Milhazes começou por contar o que o levou à Rússia em 1977, justificando-se pelo facto de querer descobrir o paraíso na terra. Cedo perdeu as suas ilusões comunistas que tinha e viu uma sociedade que passava por dificuldades fruto do investimento russo em armamento e das participações com derrotas em várias guerras.
Esse período comunista em que a economia era baseada na produção de Gás e Petróleo, o que na altura não era muito lucrativo pelo facto destas matérias primas estarem baratíssimas(9 dólares o barril).
De seguida referiu-se ao período liderado por Mikhail Gorbachev, em que tentou realizar reformas mas a economia estava ainda sem os recursos necessários para a reabilitação do país e também a falta de entusiasmo e motivação da sociedade não ajudou o país a erguer-se.
Notar a ingenuidade e a presença de valores deste senhor, pois ao contrário dos outros cumpriu o pacto de varsóvia, e deixou a alemanha unificar-se, enquanto que como prémio não obteve a dissolução da NATO(OTAN).
A Rússia continuou sem aproveitar politicamente esta falta de palavra e não tirou daí nenhuns frutos. De seguida Gorbachev foi traído e quando estava a fazer um bom trabalho no sentido de impedir as 15 repúblicas soviéticas de se tornarem independentes, apenas as bálticas eram impossível isso não acontecer, foi-lhe retirado o tapete, e com isso deu-se o fim da união soviético.
Logo após a Rússia importou várias pessoas ocidentais no sentido de lhes transmitirem os fundamentos das democracias ocidentais. Mas mais uma vez os russos sairam a perder, pois esse facto resultou no surgimento dos denominados Oligarcas, fruto de aproveitamento e monopólios.
Eis senão quando que surge uma personagem que promete devolver à Rússia o fulgor e o orgulho perdido, nem mais nem menos que Vladimir Putin, actual primeiro ministro e durante muitos anos Presidente.
Mas após uns anos de desenvolvimento, que não foram aproveitados para consolidar e diversificar a economia, chega-se agora a esta crise e estando um tanto ao quanto dependente da duração desta para se poder ou não reabilitar facilmente.
Realce ainda para o facto de José Milhazes contar o segredo(não o 4º de Fátima), segredo esse, não era mais do que o facto de ter conhecido na Rússia e de se ter tornado amigo dum conterrêneo dos presentes na conferência, José Sampaio Marinho, natural de Cepães(Fafe), tradutor de poemas russos e poeta.
Uma frase interessante doi a seguinte "Seminário, escola de esquerda"(frase com a qual concordo em absoluto, fruto também da minha experiência pessoal).
Na fase do questionário notar a questão e a surpresa com que muitos viram o facto de Milhazes não ter considerado o 25 de Abril como uma revolução.