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sábado, 5 de dezembro de 2009

Vota Lista E

O Movimento AGIR(Agrupamento Intervenção e Resposta) é um movimento apartidário, que teve na sua génese o facto ser ali encontrado um espaço privilegiado para um debate de ideias acerca da academia e da sociedade em geral, ao mesmo tempo que tentaria informar e encaminhar os estudantes com diversos tipos de problemas.
No entanto após dois anos, o movimento decidiu candidatar-se à AAUM(Associação Académica da Universidade do Minho) de modo a poder defender com mais força todos os direitos legítimos dos estudantes.
Este ano mais uma vez, e já que o ensino superior público cada vez vê mais as suas condições a ser degradadas o movimento AGIR dinamiza 3 listas para os órgãos de governo da AAUM, a lista B para a direcção da AAUM, a lista E para a mesa da Reunião Geral de Alunos (RGA) e a lista H para o conselho fiscal e jurisdicional (CFJ).
Vê e adiciona também o perfil da lista E no hi5 http://agir-uminho.hi5.com

Vota Lista B para a direcção da AAUM.
Vota Lista H para o CFJ.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Irão

Analisando as palavras de Nelo Vingada acerca da situação no Irão, "saí de lá dois ou três dias antes das eleições. Ainda vi algumas manifestações, mas até fiquei admirado com o nível de democracia". E palavras de uma pessoa, que estando lá em trabalho, treinando uma equipa iraniana, que embora à partida tenha um certo distanciamento de questões políticas, esse argumento também serve para legitimar as suas declarações, pois não está limitado por nenhuma questão ideológica.
É então, questão para se perguntar, se não estamos a ser alvo de uma campanha anti-Ahmadinejad por parte de grande parte da comunidade internacional, que utiliza as manifestações promovidas por Mussavi em Teerão, para questionar a legitimidade dos resultados eleitorais, sabendo-se que Ahmadinejad reúne a sua parte principal de apoios nas zonas mais rurais e desfavorecidas, podendo-se extrapolar que estas manifestações são promovidas por uma elite que como demonstram alguns estudos está a perder influência devido a uma maior distribuição de riqueza.
No entanto a questão de Israel pesa muito também nesta campanha, pois sabe-se da posição de Ahmadinejad em relação a este estado judaico, e a tentativa do Irão em ter energia nuclear, pode representar uma ameaça para Israel, algo que preocupa sobremaneira também os seus aliados, com os Estados Unidos e Reino Unido à cabeça, logo seria muito conveniente uma alternativa de liderança mais moderada e mais disposta a servir os propósitos destas potências imperialistas.

domingo, 5 de abril de 2009

Domingos Névoa - BRAVAL

Estes são os municípios que integram a BRAVAL, empresa de tratamento de resíduos sólidos.
Sendo a estrutura accionista constituída pela AGERE que detém a maioria com 51% e 49% correspondem aos municípios.
Por sua vez a AGERE tem 40% de capital privado, da firma Gestwater que tem como sócios Rodrigues & Névoa, DST e ABB(empresas bracarense maioritariamente ligadas à construção).
Devido à gestão rotativa nesta empresa cabe agora a Domingos Névoa a liderança da Braval, nomeação essa à qual os vários concelhos não se opuseram.
Ora aqui está um excelente exemplo de reabilitação e reinserção, pois ainda dia 23 de Fevereiro deste ano foi condenado a pagar uma multa de 5 mil euros pelo crime de corrupção activa, num processo movido por José Sá Fernandes, e apesar disso, não se vislumbra qualquer sinal de pudor, nem sequer um sentimento de desconfiança dos autárquicos presentes na gestão da BRAVAL.
Todavia, Domingos Névoa cedeu por fim às pressões de todos os quadrantes políticos e renunciou à presidência da BRAVAL, o que acaba por ser o menos mal no final desta história, e faz-se votos que futuramente não se escolha a presidência de organismos semi-públicos com esta leveza.

domingo, 22 de março de 2009

Encontro Nacional de Engenharia Civil ' 09 (Figueira da Foz)

Realizou-se dia 21 de Março no Auditório Municipal da Figueira da Foz, o encontro nacional de Engenharia Civil 2009, subordinado ao tema "A Qualidade dos Actos em Engenharia Civil", e organizado pelo Colégio de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros. A Universidade do Minho teve o gesto de oferecer 10 convites para o encontro, e mediante um sorteio após as inscrições encontrou-se os "sortudos", sendo que eu fui um dos agraciados.
A ordem disponibilizou um autocarro a partir da sua sede no Porto, estando prevista a sua saída a partir das 7h30, como tal tive de sair de casa às 6h. Notar o facto do autocarro apenas ter saído do Porto às 8h e de apenas levar 7 ocupantes.
Chegados ao edifício da Biblioteca Municipal, que contemplava também um museu e o referido Auditório, tempo ainda para um breve café acompanhado por uns biscoitos.
Na cerimónia de abertura estiveram presentes o Eng. Mário Lino(Ministro das Obras Públicas e Comunicações), o Eng. Fernando Santo(Bastonário da Ordem), o Eng. Hipólito Sousa(Presidente do Colégio de Engenharia Civil), o Eng. Celestino Quaresma(Presid. do CDRC) e fala-se que futuro bastonário, esteve ainda presente o Eng. António Silva(Presid. da Câmara da Figueira).
Referir a grande quantidade de jovens(faixa etária na qual me incluo) presentes no encontro, mais de 50% da plateia, reforçando assim a vitalidade destes encontros.
Após a breve sessão de abertura deu-se início aos trabalhos, sendo a conferência inaugural feita por Blaide D. Leonard, presidente da ASCE(American Society of Civil Engineers), na qual exemplificou a forma como a formação de uma engenheiro é feita nos USA, nomeadamente o facto de após os 5 anos de estudos, existirem 4 anos de estágio tutorial e um exame final após esse período, no entanto dispõem de menor número de horas lectivas que aqui.
A conferência seguinte foi dedicada à temática "Software e Qualidade dos Actos", e contava no painel com elementos da Ordem, nomeadamente o Eng. Eduardo Júlio e representantes de empresas de Software. Foi um debate bastante acalorado devido ao facto de tentar-se encontrar justificação para péssimos projectos, no caso de estruturas, e também teve o condão de lançar a discussão acerca da necessidade de se ensinar métodos expeditos de dimensionamento, e desse modo assegurar algum distanciamento e poder crítico acerca dos resultados dos muitos softwares usados em projecto. Falou-se ainda da questão da certificação, tanto do software como do utilizador. Devido a estas questões tão preocupantes e estruturantes, as intervenções foram muitas e empolgadas, o que ditou o arrastamento dos trabalhos e consequente atraso na hora do almoço.
Almoço esse que foi servido no Centro de Artes e Espectáculos Pedro Santana Lopes.
Da parte da tarde a primeira conferência foi dedicada ao tema "Legislação e Qualidade dos Actos", na qual se tratou da questão legislativa e na cada vez maior dificuldade dos engenheiros na interpretação das mesmas. Falou-se também da revisão do decreto 73/73, com publicação prevista para Abril, a confiar nos prazos referidos pelo ministro Mário Lino na parte da manhã.
Intervalo para mais um cafezinho, para de seguida os trabalhos serem retomados com o mote da "Formação, Actos e Competências", com a presença nomeadamente do Eng. Alfredo Soeiro(FEUP) e do Eng. Luís Picado (FCTUC), este painel tentou encontrar um modelo de formação de modo a garantir uma melhor qualidade nos actos, por outro lado, discutiu-se as competências e a necessidade ou não de uma formação contínua, para além de se tentar arranjar formas de auxiliar o mercado na questão de um historial de obra do engenheiro, de modo a aumentar a segurança das empresas quando contratam um projectista.
A sessão de encerramento contou com o Eng. Hipólito de Sousa, o Eng. Celestino Quaresma e o Eng. Fernando Santo, e foi este último na qualidade de bastonário a dar por encerrado os trabalhos, tendo ainda assim, proferido um discurso de mais de 30 min, em que abordou os progressos que conseguiu na ordem, a forma como o poder central e os lobbys instalados retiram cargos e funções teoricamente destinados a engenheiros, de notar ainda a importância que atribui ao marketing, visto a ordem ter credibilidade mas faltar-lhe alguma visibilidade, de modo a que as suas muitas legítimas reclamações sejam atendidas rapidamente pela administração central.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Demolição da Escola da Veiga (Guimarães)

Há nesta demolição da Escola Secundária da Veiga, na freguesia de Azurém, concelho de Guimarães aspectos que simbolicamente me fazem lembrar a forma como o governo tem tratado a educação.
Escola essa que se encontra encerrada desde o final do ano lectivo 2004/2005, e até agora esteve entregue ao abandono, apresentava já marcas de ocupação abusiva e marginalidade. Todavia usufruia do facto de estar situada numa zona relativamente pacata (embora tenha o bar académico ao lado),mas em termos populacionais a zona tinha baixa densidade.
Os antigos estudantes queixavam-se da falta de condições humanas e físicas, muito devido ao facto de esta ter sido concebida desde o início como escola provisória.
A nova escola, começou em finais de 2003 a ser edificada e situa-se em Mesão Frio, tendo o executivo municipal em 2004 escolhido para patrono da escola Joaquim Santos Simões.
A nova escola para além de continuar a ser Secundária passou a dispor de 3ºciclo.
Mas voltando ao início do texto, este acto que embora sem responsabilidade da actual legislatura, e possivelmente uma decisão acertada, traz-me à memória as políticas seguidas pela actual ministra da educação e leva-me a desejar não a sua demolição, mas a destituição.
Pois o que se está a passar nas escolas, é algo totalmente contra producente para um ensino público de qualidade e que dignifique as futuras gerações e que faça com que se formem pessoas com capacidade para re-erguer este país.
A desmotivação com que professores enfrentam a profissão que escolheram e pela qual lutaram durante anos, a carga de trabalho com a qual se vêem confrontados devido ao inqualificável método de avaliação.
É no mínimo questionável professores de matemática ou outra similar, terem de avaliar aulas de informática por exemplo, no mínimo seriam necessárias algumas referências comuns, já pa não falar que esta avaliação faz com que se descure a principal função, a de ensinar.
Enfim, este sistema feito em cima do joelho e constantemente remendado não é solução, e só por teimosia e dogma ainda se mantém de pé, fruto também das férias dos meninos do PSD.
Pelo menos a escola da veiga não passará por estas agressões à carreira docente e cisões dentro da classe, devido à divisão em professores titulares.

sábado, 7 de março de 2009

Da União Soviética à Rússia - por José Milhazes




Em primeiro lugar gostaria de salientar o tempo que passei à procura da Biblioteca Municipal em Fafe. Por fim, lá a encontrei auxiliado pelas habitantes de Fafe e acabei até por ter tempo para esperar pelo senhor José Milhazes, correspondente da SIC, RDP e Agência Lusa, sendo que eu acompanho mais o seu trabalho através do seu blog pessoal, em http://blogs.publico.pt/darussia.
A primeira impressão que me veio à cabeça e me espantou foi a sua altura, algo que não espera.
Tempo depois para me sentar na última fila, e para avaliar o público presente, de notar uma maioria de um público de certa idade e em muitos casos muita idade mesmo, fruto também dos apoios e dos promotores da conferência. Estariam ao todo cerca de 50 pessoas, enquadrando-me eu numa das faixas etárias presentes.
Vamos então falar da tão esperada conferência(por mim).
Começou-se por uma apresentação do senhor José Milhazes, referiu-se a sua naturalidade(Póvoa de Varzim), o facto de ter passado pelo Seminário, atendeu-se também ao facto de ter sido condecorado pela Estónia, pelos serviços prestados. Realçar o facto de Milhazes ser casado com uma estónia(presente também na conferência).
Milhazes começou por contar o que o levou à Rússia em 1977, justificando-se pelo facto de querer descobrir o paraíso na terra. Cedo perdeu as suas ilusões comunistas que tinha e viu uma sociedade que passava por dificuldades fruto do investimento russo em armamento e das participações com derrotas em várias guerras.
Esse período comunista em que a economia era baseada na produção de Gás e Petróleo, o que na altura não era muito lucrativo pelo facto destas matérias primas estarem baratíssimas(9 dólares o barril).
De seguida referiu-se ao período liderado por Mikhail Gorbachev, em que tentou realizar reformas mas a economia estava ainda sem os recursos necessários para a reabilitação do país e também a falta de entusiasmo e motivação da sociedade não ajudou o país a erguer-se.
Notar a ingenuidade e a presença de valores deste senhor, pois ao contrário dos outros cumpriu o pacto de varsóvia, e deixou a alemanha unificar-se, enquanto que como prémio não obteve a dissolução da NATO(OTAN).
A Rússia continuou sem aproveitar politicamente esta falta de palavra e não tirou daí nenhuns frutos. De seguida Gorbachev foi traído e quando estava a fazer um bom trabalho no sentido de impedir as 15 repúblicas soviéticas de se tornarem independentes, apenas as bálticas eram impossível isso não acontecer, foi-lhe retirado o tapete, e com isso deu-se o fim da união soviético.
Logo após a Rússia importou várias pessoas ocidentais no sentido de lhes transmitirem os fundamentos das democracias ocidentais. Mas mais uma vez os russos sairam a perder, pois esse facto resultou no surgimento dos denominados Oligarcas, fruto de aproveitamento e monopólios.
Eis senão quando que surge uma personagem que promete devolver à Rússia o fulgor e o orgulho perdido, nem mais nem menos que Vladimir Putin, actual primeiro ministro e durante muitos anos Presidente.
Mas após uns anos de desenvolvimento, que não foram aproveitados para consolidar e diversificar a economia, chega-se agora a esta crise e estando um tanto ao quanto dependente da duração desta para se poder ou não reabilitar facilmente.
Realce ainda para o facto de José Milhazes contar o segredo(não o 4º de Fátima), segredo esse, não era mais do que o facto de ter conhecido na Rússia e de se ter tornado amigo dum conterrêneo dos presentes na conferência, José Sampaio Marinho, natural de Cepães(Fafe), tradutor de poemas russos e poeta.
Uma frase interessante doi a seguinte "Seminário, escola de esquerda"(frase com a qual concordo em absoluto, fruto também da minha experiência pessoal).
Na fase do questionário notar a questão e a surpresa com que muitos viram o facto de Milhazes não ter considerado o 25 de Abril como uma revolução.