Teve início ontem, sexta-feira dia 28 de Agosto, o festival ilha do Ermal, que contou com Obituary e Firewind no palco Dream Stage. Embora não seja um fervoroso adepto deste estilo musical (power metal/heavy metal), gostei particularmente do concerto dos Firewind, no qual os músicos gregos criaram grande empatia com o entusiástico público presente.
Hoje espera-se um grande concerto dos brasileiros Sepultura, dos holandeses Pestilence e dos finlandeses Korpiklaani.
Para amanhã está reservado o palco para os portugueses Ramp, os alemães Blind Guardian e os brasileiros Angra.
A Noruega foi a grande vencedor do festival eurovisão da canção, através de Alexander Rybak com a canção Fairytale
Portugal, com a canção Todas as ruas do amor, interpretada pelos Flor de lis, quedou-se pela 15ºposição, não conseguindo superar o 13ºlugar que Vânia Fernandes trouxe no ano passado para Portugal.
Destino: Coimbra Fazendo um esforço de memória, apenas me recordo de uma anterior visita a Coimbra, e apenas do Portugal dos Pequeninos.
Num dia de muito sol como o da última terça-feira, parti cedo desde Guimarães de modo a poder apreciar tranquilamente a cidade banhada pelo Mondego.
Chegado lá, após uma exaustiva viagem de carro, a primeira constatação foi a da necessidade de estacionar o automóvel, dado o intenso tráfego, e assim também desde já assegurar um bom lugar junto ao recinto da Queima das Fitas.
O primeiro impacto foi muito positivo, gostei muito da arquitectura dos edifícios, do estado de conservação destes, da marginal, das pontes (obras de arte em engenharia), etc.
Subindo pelas ruas estreitas e íngremes até à Sé Velha, muito bonita por sinal, continuando até à Sé Nova (foto em cima), também um edifício bastante agradável e posteriormente cheguei na Universidade, de onde se pode ter uma visão geral pela cidade, e ao caminhar pelos corredores desta, se sente a história em cada fachada, em cada parede.
Notei ainda o facto de um cidadão estar a viver (sobreviver) por baixo de um dos edifícios da universidade, apenas protegido da chuva. Não sei se será um protesto pelas políticas do estado em relação ao ensino superior, ou por manifestas dificuldades económicas.
No largo em frente à câmara municipal também presenciei um protesto mais mediático, vi inclusive sair do local vários veículos da RTP, em que um senhor em silêncio era continuamente molhado pelos chafarizes da praça, tendo escrito na camisola a frase "Deixem-nos ser Professores" (foto em baixo).
Estes acontecimentos acentuaram a ideia que tinha acerca de Coimbra, de ser uma cidade em que a luta está sempre presente e se faz notar.
Queima das Fitas
Ao jantar optei por uma francesinha, prato tradicional da cidade do Porto, mas também presente nesta cidade do centro de Portugal.
Assisti ao mesmo tempo à excelente vitória do Manchester United.
Chegada a hora da entrada no recinto, aproveitei o facto da tenda da Pousada da Juventude ter um insuflável com touro mecânico, para a espera pelos concertos ser mais rápida.
Souls of Fire abriu a noite num registo reggae e com letras a alertar para os problemas da sociedade e com várias tentativas para a consensualização para os problemas que ela enfrenta.
Para de seguida entrar em acção Brandi Carlile, a cabeça de cartaz da noite, e tendo como ponto alto da sua actuação o tema "The Story", o grande sucesso da cantora.
Na outra ponta do recinto, no palco Super Interessante, concertos paralelos decorreram durante grande parte da noite, tendo como propósito agradar a gostos mais alternativos, através de novos talentos ou de covers de canções comerciais.
Realço o facto de ao contrário da festa académica do Porto, Braga e Aveiro, esta não ter as barracas de curso.
O festival Ilha do Ermal está de regresso, e em dose dupla, estando marcado para dia 28, 29 e 30 de Agosto o primeiro acto, e para dia 19 e 20 de Dezembro o segundo (Ilha do Ermal Winter Fest). Um festival que teve início em 1999 e desde logo marcou uma posição na corrente mais pesada do rock, e onde até 2002 estiveram presentes no recinto minhoto Deftones e Limp Bizkit (2000), Marylin Manson (2001)e Slipknot (2002). Precisamente nesse ano de 2002, aconteceu o episódio dos Nickelback abandonarem o palco devido ao alegado apedrejamento que estavam a sofrer, algo que trouxe alguma má publicidade ao festival vieirense.
Em 2003 a produtora Ritmos e Blues cancelou o festival devido a problemas financeiros, para em 2004 a produtora Música no Coração pegar nele e afirmar querer fazer um festival em moldes diferentes, contando para isso com Moonspell, Guano Apes e Xutos e Pontapés para cabeças de cartazes, entre outros. Após esta edição que contou com concertos de duas bandas portuguesas e de uma banda alemã que já muitas vezes actuou em Portugal, o festival não mais se realizou. Todavia ainda em 2008, a produtora local Cabreira Eventos decide adquirir os direitos sobre o nome do festival, e já confirmou alguns nomes no cartaz, sendo os primeiros, os brasileiros Sepultura e os norte-americanos Obituary, assim como, Pestilance, Ramp, Angra e Disbelief.
O preço para os 3 dias de festival de verão, a que se reportam estas bandas é de 45 €, curiosamente o mesmo praticado em 2002, mas este preço só se verifica até 30 de Junho de 2009, passando depois a custar 60 €.
Desejo que este regresso do festival tenha muito sucesso, justificando assim a aposta da produtora vieirense, e que repita pelo menos os números na ordem dos 20 mil ingressos das primeiras edições.
Espero também que as ruas de Vieira do Minho e as praia da barragem de Guilhofrei (ou Ermal) se encham de "festivaleiros", o que trará para além dos benefícios económicos, divulgação do concelho e visibilidade.
Nneka, cantora nigeriana nascida em Warri em 1981, teve em 2008 um dos discos mais aclamados álbuns de worl music, recentemente teve em Portugal uma série de concertos, entre eles, um em Guimarães no Pavilhão Multiusos.
A cantora residente na Alemanha (Hamburgo) desde os 19 anos, não esquece as suas raízes africanas, aliás segundo a própria a distância "Deixou-me mais alerta quanto à minha cultura e tradição, reforçou a minha identidade africana e fez-me ver os verdadeiros problemas que temos na Nigéria".
Para ela os músicos dividem-se em duas categorias: aqueles que se dedicam ao entretenimento e não pretendem passar qualquer tipo de mensagem nas suas canções, e os outros que sobem a um palco de um concerto com a atitude que subiriam a um palanque de um comício.
Contudo não acha que as estrelas pop do momento sejam um alvo a abater até porque "para saber quem sou é preciso que haja Britney Spears e Beyoncé". Realça ainda que esses artistas são moldados pelas editoras, mediante estratégias comerciais.
O título do álbum vai buscá-lo à constante inquietação por que passa, como se pode ver pelas suas palavras "Só me vou sentir pacificada quando já não houver vida".
Apesar disso tem fé na Humanidade "Acredito nas pessoas que fazem coisas apaixonadamente e não apenas para a sua gratificação pessoal. Sei que há muitos por aí, invisíveis, e que são guerreiros espirituais".
Claramente os seus inimigos são: corrupção, injustiça, hipocrisia e exploração de pobres e iletrados.
Ângelo César Firmino, mais conhecido por Boss AC, lançou no dia 16 de Março o seu quarto álbum de originais intitulado "Preto no Branco".
Começou a sua carreira acerca de 15 anos em 1994 com a participação na colectânea "Rapública", tendo em 1998 lançado o seu disco de estreia "Manda Chuva", "Rimar contra a Maré" sucedeu-lhe em 2002, e mais recentemente em 2005 lançou "Ritmo, Amor e Palavras", verdadeiro fenómeno de massas, que provocou uma enorme expectativa acerca deste novo trabalho.
O que levou mesmo o próprio a tecer a seguinte consideração "Muitos estariam agora à espera de um 'Princesa 2' ou de um 'Hip Hop 3' e isso acaba por me influenciar negativamente. Quando me sinto a ir por aí, reajo e sigo outro caminho".
"Levanta-te" foi o primeiro single a sair, música em que se assume como homem regressado para assumir o trono e em que inicita à celebração.
Um álbum muito eclético, fruto da participação de Olavo Bilac, Mariza, Valete, entre outros, e onde encontramos samplados Ildo Lobo e Vitorino.